Publicado em: terça-feira, 06/12/2011

Queda no índice de desmatamento faz com que governo invista em recuperação das áreas

Esta segunda-feira, dia 5 de dezembro, foi divulgada a taxa anual de desmatamento da região da Amazônia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe). De acordo com o que foi divulgado, a derrubada continua em queda e esta taxa é a menor deste que o levantamento começou a ser feito em 1988. Com isso, o governo pretende, a partir de agora, investir na recuperação das áreas desmatadas e abandonadas do bioma.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirma que hoje não basta apenas “coibir o desmatamento”. É necessário, também, melhorar o monitoramento dessas áreas que estão em regeneração. Segundo levantamento realizado pelo Inpe e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), aproximadamente 20% da área desmatada na Amazônia foi ocupada por uma vegetação secundária, espécies exóticas ou áreas onde o processo de regeneração está avançado.

Segundo Aloizio Marcadante, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, essa região por ser usada como “sumidouros de carbono”. Isso porque elas atuam como absorvedoras do principal gás do efeito estufa, o dióxido de carbono. O ministro afirma que é possível, sem desmatar mais nada, aumentar a vistoria e tornar a região um “instrumento de seqüestro de carbono”.

De acordo com o diretor do Inpe, Gilberto Câmara, a alteração no papel da Amazônia no país com relação a emissão de gases deve ser feita nos próximos anos. Ele afirma que unindo a recuperação da mata com as medidas do Plano Nacional sobre Mudança do Clima, a Amazônia pode se tornar um centro de captação de carbono a partir de 2015.