Publicado em: sexta-feira, 02/03/2012

Quase 80% das vítimas de latrocínio em São Paulo são homens

Um estudo inédito foi divulgado nesta quinta-feira (1) pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil em São Paulo e indica que 79% das vítimas de latrocínio ocorridos em 2011 no Estado eram homens. De acordo com os dados foram registrados 308 casos de latrocínio no ano passado, contra 253 em 2010, o que indica um aumento de 21,74%. Cerca de 40% das vítimas tinham idade entre 36 e 55 anos.

O diretor do DHPP, Jorge Carrasco, disse que não há como afirmar se os homens são as maiores vítimas devido ao fato de reagirem aos agressores. “Por enquanto não analisamos as minúcias de cada caso. Isso será feito em um outro momento”, explicou.

A circunstância mais recorrente foi o roubo em residência (22%). “Em casa, as pessoas se sentem mais seguras para reagir. Mas não se deve reagir em qualquer circunstância”, garantiu o policial. Roubos de veículo (14%), de motocicleta (12%) e de comércio (12%) aparecem na sequência.

Quanto aos locais do crime, 41% deles ocorreram em vias públicas, 26% em residências e 15% em estabelecimentos comerciais. Das vítimas, 63% delas foram encontradas caídas no chão e 23% encontradas sentadas no veículo. “Isso indica que, em muitos casos, as vítimas são mortas na hora que tentam soltar o cinto. A vítima precisa avisar ao criminoso todas as ações que for fazer. Com qualquer movimento eles podem atirar”, avisa Carrasco.

A noite é o período em que o crime mais acontece (43%), seguido da tarde (21%), manhã (15%) e madrugada (15%) – em 6% dos casos o horário é desconhecido.

Entretanto, a maioria dos casos não foi esclarecida, somente 48% dos crimes de latrocínio em 2011 foram resolvidos. “Para casos de homicídio, por exemplo, o índice de esclarecimento fica entre 35 e 40%”, comparou o diretor, dizendo que apesar de não ser ideal, o índice de latrocínios não solucionados não é um índice ruim.