Publicado em: quarta-feira, 20/06/2012

Quase 39% dos políticos podem ficar inelegíveis em dois anos, diz TCU

Entre 2010 e 2012 o número de candidatos inelegíveis nas eleições municipais em função de corrupção e mau utilização do dinheiro público disponível subiu quase 39% em dois anos. O percentual foi de 38,8% de crescimento entre os dois períodos. Esses dados foram divulgados ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A lista conta com 6,8 mil nomes de pessoas que não terão a possibilidade de participar da disputa eleitoral de 2012. O presidente do presidente do tribunal, Benjamin Zymler, entregou o documento à Cármen Lúcia Rocha, atual presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dentre os 6,8 mil nomes estão pessoas que ocuparam cargos nas três esferas administrativas e que tiveram as contas não aprovadas pelo TCU nos últimos oito anos. Esse número não é definitivo, pois cada um deles será novamente analisado pela Justiça Eleitoral conforme a atual legislação da Ficha Limpa, que entrou em vigor recentemente. Segundo Cármen Lúcia, é necessário compreender em que condições as rejeições ocorreram, se há decisão judicial e se é caso de improbidade. A lista de nomes será enviada para cada município que ira decidir se o candidato é, de fato, inelegível conforme esses critérios.

Maior número de contas rejeitadas é resultado natural do maior controle da administração pública no país, diz presidente do TCU

Para Zymler, presidente do TCU esse aumento é natural e apenas decorrente de um maior controle da administração pública que está mais rígido no processo de aprovação das contas dos municípios. Segundo ele é um aumento natural decorrente desse novo processo. Sobre casos de corrupção de desvio de verbas municipais, Zymler preferiu não citar números. Segundo ele o TCU não é responsável por analisar profundamente cada um dos casos apresentados e que só uma análise aprofundada pode oferecer esses dados.