Publicado em: sexta-feira, 14/12/2012

Quantidade de presos por fraudes em vestibulares de Medicina chega a 51

Quantidade de presos por fraudes em vestibulares de Medicina chega a 51Até o fim da tarde de quinta-feira (13), 51 pessoas haviam sido presas na chamada Operação Calouro, que a Polícia Federal (PF) deflagrou em nove Estados além do Distrito Federal. Esta ação tem objetivo que sejam desarticuladas organizações de crime que tinham especialidade em realizar fraudes de vestibulares de Medicina em todo o país. Os valores para uma vaga custava entre R$ 45 até R$ 80 mil.

Esta operação foi centrada no Espírito Santo, onde as investigações começaram a aproximadamente de um ano e meio atrás. No ES, sete grupos foram identificados, e dois deles estão atuando há um tempo superior a 15 anos. Outros deles, agem há aproximadamente 10 anos e os mais recentes estão realizando este crime há um tempo menor do que 5 anos. Até este momento, aproximadamente 40 instituições de ensino superior no país foram vítimas destas quadrilhas.

A PF não tem dizer exatamente quantas pessoas tiveram benefícios, pois ainda faz análise do material que foi apreendido. A polícia diz que nesta primeira fase os membros da quadrilha foram analisados e na segunda fase, vão ser analisados alunos que tiveram benefício através do esquema. Os estudantes que forem identificados deverão ser expulsos das faculdades e responderão a processos criminais.

Cada quadrilha fazia sua própria forma de cobrança, porém de maneira geral, o dinheiro era recebido após o aluno ter sido aprovado no exame. Conforme a polícia, algumas faziam cobrança de parte do valor (algo em torno de R$ 2 e R$ 5 mil) de maneira adiantada. As quadrilhas ficavam concentradas no estado de Goiás e de Minas Gerais, e buscavam principalmente universidades particulares, pois conforme a PF, o esquema de segurança das universidades públicas inibia a atuação destas quadrilhas.

As investigações mostravam que uma forma que as quadrilhas agia era através de transmissões eletrônicas de gabaritos. Em outras, havia um integrante da quadrilha que fazia a falsificação de documentos e realizava a prova em lugar do candidato. Estes eram conhecidos como “pilotos”, normalmente eram alunos de Medicina ou cursos que preparavam para o vestibular.