Publicado em: terça-feira, 05/11/2013

Qualidade de vida sobe e classe média cresce nas favelas, afirma estudo

Qualidade de vida sobe e classe média cresce nas favelas, afirma estudoA análise chamada de Radiografia da Nova Favela Brasileira, divulgada na última segunda-feira, dia 4, no Rio de Janeira aponta que a quota de 94% de residentes nas favelas brasileiras que se declaram felizes se equipara ao de brasileiros moradores de outros locais que são felizes, com 95%.

No decorrer deste ano, o estudo entrevistou mais de dois mil moradores de 63 favelas do país. A análise expõe também que 81% dos ouvidos adoram de morar na comunidade, 60% não têm acanhamento algum de morar na favela, e para um grupo de 62% sentem até orgulho. Os dados ainda são positivos quando questionados se mudariam das comunidades, 66% disseram que não; 51% acreditam que o local onde moram teve melhora de qualidade de vida e 76% são os mais otimistas e confiam que ficará cada vez melhor.

O que se pode explicar este saldo da pesquisa é o fato do crescimento de habitantes à classe média. Por exemplo, há dez anos, somente 33% dos moradores se encaixavam na classe média, agora este ano aumentou para 65%. Se fizer a mesma checagem, os moradores das favelas de classe inferior em 2003 somavam 65%; já em 2013, chegam a 32%. A porcentagem de habitantes de classe alta ficou constante: 2% no ano de 2003 e 3% este ano.

A remuneração em média chega a R$ 910 dos moradores de comunidades, segundo determinado pelo levantamento, consentiu ao povo em geral mais possibilidades de adquirirem bens duráveis; 85% das pessoas possuem aparelho telefônico móvel e 50% possuem acesso à rede mundial de computadores, dos quais 41% veem a internet do celular.

Outro ponto relevante informa que pelo menos 25% dos moradores sabe de alguém que divide sinal de internet, muitos fazem vaquinha para acertar o valor do wi-fi.

Os habitantes das comunidades brasileiras são em torno de 11,7 milhões, quota que poderia constituir o quinto estado do país em moradores. A remuneração por ano chega ao valor de R$ 63,2 bilhões, paralelo ao gasto total das genealogias de nações como Bolívia e Paraguai. Segundo a análise, 40% das casas em favelas são subordinadas às mulheres, e metade delas são mães solteiras; 24% ganham Bolsa Família.