Publicado em: quinta-feira, 21/11/2013

Punições de mais três acusados do mensalão serão executadas

Punições de mais três acusados do mensalão serão executadasO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, definiu nesta última terça-feira, 19, o cumprimento das punições alternativas de três condenados no mensalão, são eles: Emerson Palmieri; Enivaldo Quadrado, e José Borba. O primeiro terá de proporcionar ocupação comunitária e os demais devolverão dinheiro à entidade pública.

Borba e Palmieri não conseguirão desempenhar função pública ou mandato pelo período de cárcere a que foram sentenciados no ajuizamento do mensalão, ou seja, 2 anos e 6 meses, e 4 anos, concomitantemente. Eles tiveram as condenações transformadas em taxativa de direito. Barbosa determinou a transmissão das cartas de sentença de Direito ao juiz Nelson Ferreira Júnior da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas do Distrito Federal. O registro detalha a forma da pena, a importância da multa e o tipo de ofício que será desempenhado.

Conforme os documentos despachados por Barbosa, Borba terá que arcar com pena de 300 salários mínimos para instituto público e Palmieri saldará 150 salários mínimos. Quadrado, além do acerto de 300 salários mínimos, deverá proporcionar trabalhos comunitários de uma hora por dia de sentença.

Na última sexta-feira, dia 15, Barbosa deliberou o cárcere de 12 réus julgados no processo do mensalão. Foram encarcerados o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas; e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares; ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado; responsável pela atividade do mensalão Marcos Valério; ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello; Romeu Queiroz ex-deputado federal; Ramon Hollerbach e Cristiano Paz; Simone Vasconcelos, os três últimos ligados a Valério; José Dirceu ex-ministro da Casa Civil e por fim José Genoíno, o ex-presidente do PT e deputado federal. O ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, não se apresentou e está foragido, informações dão conta de que ele está na Itália. Ele está na listagem de procurados da Interpol, polícia internacional.