Publicado em: segunda-feira, 28/04/2014

PT tem reforço para ampliar o poder de Eduardo Cunha contra o Palácio do Planalto

PT tem reforço para ampliar o poder de Eduardo Cunha contra o Palácio do PlanaltoNo posto do titulado cargo de “principal dor de cabeça” do governo no Congresso, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), conseguiu encontrar no partido da presidente Dilma Rousseff um reforço afim de manter firme a influência que possui sobre as decisões dentro do Palácio do Planalto. Com o apoio do também presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Cunha possui atualmente, de acordo com a avaliação do governo, a ajuda de em torno de uma dezena de deputados petistas para contribuir com as dissidências na base e endurecer a relação com o Executivo.

O amparo ao líder do PMDB é exposto pelo Planalto relacionado a nomes como o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). André Vargas (sem partido), também se destaca no grupo após ter sido pressionado a deixar a vice-presidência da Casa e a deixar o partido, por conta de seu envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Nomes como o de Vicente Cândido (SP), um dos principais articuladores do PT paulista também está na lista. Do outro lado, no PMDB, Cunha mantém ao seu lado além de Henrique Eduardo Alves, outros políticos como Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Leonardo Picciani (PMDB-RJ).

Encontros

A ligação do grupo é em conversar afim de alinha a estratégia no Congresso, por exemplo, aconteceu há algumas semanas um jantar na casa de Henrique Eduardo Alves que durante o encontro foram feitos acertos sobre os pontos de um plano para dar sobrevida a doações privadas da campanha.

Com todo o avanço que tem ocorrido no Supremo Tribunal Federal em relação à proibição desses tipos de contribuições, o grupo planeja avança o projeto da reforma política que já está na fase de tramitação na Casa e possivelmente acontecerá a manutenção do modelo privado de financiado. O Partido Trabalhista declarou publicamente que irá aceitar ser representado pelo deputado e indicou o hoje ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, para que defenda as opiniões do partido no grupo.