Publicado em: terça-feira, 15/10/2013

PT já articula possíveis alianças para 2014

PT já articula possíveis alianças para 2014Visando as eleições presidenciais a presidente Dilma Rousseff ambiciona usar aproximadamente as 12 cadeiras ministeriais para buscar alianças durante a campanha eleitoral. Na mira da presidente estão os partidos, PP, PTB e PSD. As mudanças poderão ocorrer no final do ano ou mais tardar início de 2014.

A intenção do governo é a de que mesmo que não chegue a um consenso de aliança formada pelos partidos acima, pelo menos que estes não declarem apoio ao outros candidatos presidenciáveis. Esta artimanha se concretizada, anulará a evidência dos candidatos tucano Aécio Neves e Eduardo Campos do PSB.

O PT inclusive para melhorar ainda mais a argumentação em busca de novos aliados, faria com que o PMDB cedesse algum espaço para estes novos aliados, especialmente aqueles que trocaram de partido recentemente. Para manter a chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, o partido aceitaria reduzir o número de pastas no governo como forma de reconstituição do meio político.

Atentos à aproximação entre o PP e o PSDB, esta manobra política cederia justamente cargos aos progressistas. O impasse que pode travar esta negociação é o fato de que o atual presidente de honra do PP, o senador Francisco Dornelles é tio do candidato Aécio Neves, em contrapartida o presidente do partido, Ciro Nogueira é aliado à base do governo.

Desta forma, a obrigação de sustentar mais coligados na aliança tem influência com as votações no Congresso. O PT avalia que ano que vem, não terá tantos embates de votos que atinjam o Palácio do Planalto e a corrida eleitoral deve diminuir a agenda do Legislativo.

Vale ressaltar que esta busca desenfreada por agregados corre desfavorável a crise entre o Executivo e o Legislativo nos primeiros seis meses de 2013. Para conter o ímpeto da troca de favores que exigia mais privilégios e não era tão relevante ao governo, sugeriu-se uma base mais coesa e coesa e autêntica, porém tiveram que recuar com esta ideia devido às oscilações da popularidade de Dilma, e os petistas de forma alguma pretendem correr riscos ou surpresas nas urnas em 2014.