Publicado em: sábado, 05/04/2014

PSOL faz pedido para a investigação sobre uso do jato feito por André Vargas

PSOL faz pedido para a investigação sobre uso do jato feito por André VargasNessa sexta-feira (3), o líder do PSOL na Câmara, o deputado Ivan Valente protocolou o ofício na Mesa Diretora solicitando a investigação do vice-presidente da Casa, André Vargas (PT-PR), por ter usado um avião tipo jato que foi fretado pelo doleiro Alberto Youssef, que teve sua prisão decretada em março pela Polícia Federal, ele foi acusado de movimentar em torno de R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro. O acerto em torno do empréstimo do avião para fazer uma viagem a João Pessoa, foi feito por meio de mensagem de celular entre Vargas e Youssef no dia 2 de janeiro.

O pedido da investigação que foi encaminhado ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o líder do PSOL afirma que, o caso envolvendo o petista paranaense merece uma detalhada apuração, em nome da transparência e da imagem pública do Parlamento. Já Ivan Valente declara que, no oficio é de responsabilidade da Mesa Diretora pedir a corregedoria da Câmara a abertura das investigações, porque Vargas é vice-presidente da Casa, ele acredita que, as ilações sobre vantagens indevidas e intermediações de interesses, que atingem sua excelência e vão além do âmbito pessoal, merecem resposta objetiva e institucional da Câmara dos Deputados.

Contra fatos não há argumentos

Na última segunda-feira (2), durante um discurso no plenário da Câmara, André Vargas fez uma declaração, se justificando e assumindo que cometeu um equívoco e foi imprudente ao aceitar viajar em um avião de Youssef, ele afirma que poderia ter evitado e pede desculpa a todos e a família. Vargas assumiu o que realmente usou o jato, mas em contrapartida, disse que é porque conhece o doleiro há 20 anos. O deputado completa sua justificativa relatando que, no final do ano passado, por conta dessa relação de mais de 20 anos, procurou Alberto Youssef, porque ele havia sido dono de um hangar, para que viabilizasse uma aeronave para sua viagem de início de ano. No dia 3 de janeiro viajou e no dia 15 voltou com a família, conta. Ele ainda diz que não pagou o valor pelo traslado, indo contra o que havia declarado anteriormente a um jornal, afirmando que teria pagado pelo combustível do jato.