Publicado em: quinta-feira, 26/04/2012

Próximas edições do BBB podem ter censura ética

O Ministério Público Federal de São Paulo entendeu que uma emissora de TV não pode exibir cenas que possam ter relação, mesmo que apenas em tese, com a prática de crimes. Por isso, a polêmica sexual da 12ª edição do Big Brother Brasil é um dos alvos do órgão. Logo nos primeiros dias do programa, em janeiro deste ano, o modelo Daniel Echaniz recebeu acusação de abusar sexualmente da companheira de confinamento, Monique Amin. Com isso ele acabou sendo expulso da competição.

O fato aconteceu depois de uma festa, quando os dois dividiram a mesma cama. Notou-se um movimento intenso embaixo do edredom, entretanto a estudante parecia estar desacordada. Apesar da polícia ter ido até a casa ouvir os envolvidos e ter aberto um inquérito policial, o caso não deu em nada. Já fora da casa, Monique negou o abuso e afirmou estar consciente do que fazia. Mas na época em que foi ouvida dentro do confinamento ela disse não se lembrar de muita coisa.

Em ação civil pública que foi protocolada pelo procurador Jefferson Dias Aparecido, a Globo e União deverão ter em futuras edições do “BBBs”, cenas através de um “filtro ético-moral”. Para ele mesmo que dois confinados finjam um estupro no próximo “BBB”, é mais importante o que o público pense que viu e não apenas o que de fato ocorreu. As imagens entre Monique e Daniel teriam violado os direitos da mulher.

Para o promotor, a Globo deveria ter censurado as imagens e a União também está na ação porque o Ministério das Comunicações deveria fazer a fiscalização do reality. Já a Globo deveria vetar conteúdos parecidos nas TVs aberta e paga, além de outros meios, como sites. Por não ter recebido nada oficialmente, a empresa não quis se manifestar, apenas ressaltou que na TV aberta não foram mostradas as cenas do suposto estupro.