Publicado em: sábado, 22/02/2014

Protestos estão na mira do plano de segurança da Copa do Mundo

Protestos estão na mira do plano de segurança da Copa do MundoDurante a realização da Copa do Mundo no Brasil, 170 mil profissionais serão empregados na área da segurança, com um custo de R$ 1,9 bilhão. Entre as principais preocupações está a grande possibilidade de uma onda de protestos violentos nas cidades sedes do evento. As ocorrências registradas durante a Copa das Confederações, e os incidentes recentes em diversos pontos no país serviram como um sinal amarelo no planejamento da segurança.

O governo federal garante que o objetivo não é coibir direito ao protesto, mas prevenir e coibir ações que possam trazer risco às pessoas e danos à propriedade pública e privada. Do total de profissionais de segurança que atuarão durante a Copa do Mundo, 150 mil são de órgãos públicos e Forças Armadas, além de 20 mil agentes privados.

Apesar de ficarem à disposição, os soldados das Forças Armadas só entrarão em ação em casos extremos. Eles vão realizar o controle do espaço aéreo, combate ao terrorismo e força de contingência. A Fifa ainda trabalha em parceria com a Interpol para a prevenção de problemas.

Transporte coletivo motivou onda de protestos

O movimento de manifestantes começou em junho de 2013, motivado por cobranças consideradas abusivas no transporte coletivo de diversas cidades. Aos poucos, a onda de protestos passou a englobar outras solicitações, o que chegou a gerar marcas históricas de adesão popular. Entre as reivindicações, o fim da corrupção e melhores serviços públicos, como saúde e segurança, foram gritados pelas ruas do país.

A disputa da Fifa no Brasil e os altos investimentos na realização do evento também geraram revolta da população, e junto aos manifestos pacíficos, alguns grupos começaram a agir com violência, depredando prédios públicos e privados, e danificando a estrutura dos locais onde aconteciam as aglomerações. Em Salvador (BA), um ônibus com representantes da Fifa foi alvejado por pedras, mas isso não afetou o planejamento da Copa no Brasil.

O caso mais grave aconteceu no início deste ano, quando um repórter cinematográfico da Bandeirantes acabou morto em decorrência de ferimentos causados por um rojão que o atingiu na cabeça, em um protesto contra a qualidade do transporte público do Rio de Janeiro.