Publicado em: quarta-feira, 10/04/2013

Protestos contra Margaret Thatcher preocupam polícia londrina

Protestos contra Margaret Thatcher preocupam polícia londrinaCom ameaça de protestos, um comitê que foi composto de representantes do governo, polícia, serviço secreto MI5 e família real vai ser reunir dia-a-dia para que organizem o esquema de segurança para o funeral da ex-primeira-ministra, Margaret Thatcher, que morreu durante à segunda-feira, vítima de um derrame aos 87 anos.

A polícia não chegou a divulgar a quantidade de oficiais que vão fazer a segurança durante o cortejo fúnebre, que vai levar o caixão de Thatcher nas ruas de Londres, indo de Westminster para a Catedral de São Paulo, que fica no centro da cidade, durante à próxima quarta-feira (17).

O trânsito vai ser interrompido em todo o trajeto, que vai ser acompanhado por militares das forças armadas, entre eles estão militares da reserva que estiveram disputando a Guerra das Malvinas, durante o governo dela na década de 1980.

Conforme o diário britânico Guardian, o foco da operação policial, que vai estar sendo comandado pelo comandante David Martin, que é chefe da Unidade de Ordem Pública da Polícia Metropolitana da cidade de Londres, vai ser fazer a contenção de possíveis ameaças de dissidentes republicanos da Irlanda e simpatizantes de extrema-esquerda.

No mês de outubro de 1984, o Exército Republicano Irlandês (IRA) chegou a detonar uma bomba numa conferência do Partido Conservador na cidade de Brighton, que deixou mortos e diversos feridos. A premiê era vista como o alvo do ataque, e escapou por pouco.

A Polícia Metropolitana da cidade de Londres fez apelo para que os grupos que planejem manifestações durante o funeral entrem em contato para que garantam o seu direito de protestar venha a ser respeitado assim como o direito dos presentes de prestar a última homenagem para a ex-premiê.

Conforme aponta o jornal Independent, policiais estão fazendo o monitoramento de sites de mídia social e de fóruns na web para descobrir se existem planos de manifestantes de utilizar o funeral para que protestem contra o legado dela.