Publicado em: segunda-feira, 14/07/2014

Protestos contra a Copa terminam com feridos no Rio de Janeiro

Protestos contra a Copa terminam com feridos no Rio de JaneiroNa tarde de ontem, dia de disputa da final da Copa do Mundo 2014, sediada no Brasil, vários protestos contra o evento esportivo foram registrados no Rio de Janeiro, palco da disputa entre Argentina e Alemanha, que consagrou o time europeu como o melhor do mundo na competição. A Polícia Militar do estado chegou a bloquear e impedir que um protesto organizado e liderado pela FIP, a Frente Independente Popular, chegasse até a Praça Sáens Peña, que fica no centro da cidade. A ação aconteceu logo depois de a polícia entrar em conflito com outros manifestantes. A troca de agressões resultou em ao menos seis feridos. O confronto ocorreu minutos antes da disputa da final do campeonato mundial.

Os manifestantes escolheram para protestar um local que fica a menos de um quilômetro do Maracanã, o estádio da decisão do torneio. O tema escolhido pelos protestantes era Fifa Go Home (em tradução livre, Fifa Vá para Casa). Eles criticavam as condições precárias da saúde pública e também a ação policial repressiva com os manifestantes. Isso porque na noite de sábado, horas antes da disputa da final do mundial, vários ativistas foram detidos e acusados de vandalismo. Quando os manifestantes tentaram deixar a praça após o movimento de concentração do grupo, aproximadamente 300 manifestantes foram bloqueados pela Polícia Militar. Foi justamente essa ação que deu início ao conflito.

Entre o total de feridos, que foram apenas ferimentos leves, haviam manifestantes, fotógrafos e também um policial. O atendimento foi realizado ainda no local por socorristas que acompanhavam a manifestação. Para acabar com o protesto, a Polícia Militar usou do recurso de bombas de gás lacrimogêneo, o que resultou na diminuição de manifestantes de 300 para cerca de 100. Com a ação da polícia, que cercou e bloqueou o local, os protestantes não tinham chance de reiniciar a movimentação e também de marchar em conjunto. Com isso, o protesto acabou em poucos minutos, sem interferir na programação da final do Mundial de Futebol no Brasil.