Publicado em: segunda-feira, 03/03/2014

Protestos contra a Copa devem avançar no meio virtual, segundo hacktivistas

Protestos contra a Copa devem avançar no meio virtualCom a aproximação da Copa do Mundo e o enfraquecimento dos movimentos populares contra o evento, espantados pela ação violenta de pequenos grupos extremistas, os ativistas planejam ataques virtuais a páginas oficiais Copa e de patrocinadores. O grupo de hacktivistas Anonymous já teria feito uma “black list” com os principais alvos da ação.

O governo federal, por sua vez, já declarou que está pronto para esse tipo de ação, e que haverá repressão e punição a crimes virtuais. As ações serão monitoradas pelo comando cibernético do Exército. Já o grupo de hackers afirma que não terá problemas em burlar a segurança cibernética nacional para realizar os ataques, e que pouco pode ser feito para evitar isso.

Para os ativistas virtuais, a visibilidade mundial do evento é um grande palanque para demonstrar a grande insatisfação popular quanto à situação do Brasil, e a discordância quanto à realização do evento no país. Uma das estratégias, já utilizada antes pelo grupo em ataques a sites de órgãos públicos e privados, é derrubar as páginas com sobrecarga de acessos. Os Anonymous garantem que o efeito da ação será devastador.

Especialistas confirmam que os ataques podem ser efetivados sem muitos problemas, já que há poucos investimentos em segurança cibernética no país, e a atual estrutura de telecomunicações ainda é bastante frágil. Para eles a questão já não é mais se vai ou não acontecer a série de ataques, mas sim quando. A Fifa ainda não se posicionou quanto ao caso.

Gilberto Carvalho acredita no fracasso dos protestos contra Copa do Mundo

Para o ministro da Secretaria da Presidência, Gilberto Carvalho, protestos durante a Copa do Mundo contra o evento tendem a fracassar, pois o povo brasileiro gosta de futebol e já estaria ansioso pelo evento. Ele garante que diversas ações serão tomadas para garantir que a copa do Mundo seja um grande evento popular, e que os ativistas erram ao tentar politizar a questão.

Ele afirma que o governo está sim preocupado com as manifestações, especialmente pelo uso de violência que aconteceu em manifestações anteriores. Para Carvalho, o direito à manifestação é um dos benefícios da democracia quando são pacíficas, mas que o uso da violência é coibido por essa mesma democracia.