Publicado em: sexta-feira, 23/05/2014

Protesto organizado pelo MTST reivindicou mas se manteve pacífico, em SP

Protesto organizado pelo MTST reivindicou mas se manteve pacífico, em SPE os protestos permanecem. Na noite de ontem, quinta-feira (22), manifestantes se reunira para participar de um protesto por moradia e contra os gastos da Copa do Mundo em São Paulo, o manifesto foi organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que teve ínicio em torno das 18h no Largo da Batata e foi até as avenidas da Zona Sul.

O ato foi batizado pelo nome de “Copa Sem Povo, Tô Na Rua de Novo”, a polícia militar acompanhou tudo de perto, e não teve problemas. Além de protestar contra a Copa, eles também lutam por moradia, justiça, educação, transporte e soberania. O movimento fez severas criticas à Fifa e a organização do mundial. Segundo a corporação, 15 mil manifestantes estavam presentes, um número menor do que foi divulgado pelo MTST, de 20 mil pessoas.

O protesto foi pacífico, entretanto, quando passava pela Avenida Brigadeiro Faria Lima, um pequeno tumulto começou a se formar em frente ao Shopping Iguatemi, que de imediato, fechou as portas. O fato aconteceu porque uma das pessoas que estavam dentro do estabelecimento, fez provocações a alguns manifestantes e isso gerou uma discussão. A polícia militar e o coordenador do grupo conseguiram manter o controle a tempo.

Trânsito, críticas e Minha Casa, Minha Vida

Toda a pista sentido o Vila Olímpia da Faria Lima foi ocupada, e logo em seguida, o sentido Marginal Pinheiros da Avenida Cidade Jardim também foi tomada, isso resultou em um transito lento nas vias. O coordenador do MTST e um dos que estão à frente do movimento, fizeram um discurso de cima do carro de som, em Itaquera, na Zona leste. “Imagina quantas casas não dava para fazer com o dinheiro dessa ponte?”, afirma. “Se não aceitarem nossas reivindicações, a cidade vai parar no dia 12 de junho”, disse, fazendo referência ao dia da abertura do mundial. Logo no início do ato, Boulos fez críticas ao programa do governo “Minha Casa, Minha Vida”. Ele afirmou que a localização que foi escolhida para a construção das casas, é uma forma de ‘empurrar’ os pobres cada vez mais para a periferia, e não tirá-los de lá.