Publicado em: segunda-feira, 05/03/2012

Protesto de caminhoneiros prejudica distribuição de combustível em SP

Nesta segunda, os motoristas de caminhão que realizam trabalhos de descarga e distribuição de combustível de grandes postos no Ipiranga, na zona Sul de São Paulo, Guarulhos, São Caetano e Barueri, paralisaram suas atividades. A manifestação acontece em protesto à proibição do tráfego de caminhões na Marginal Tietê e em mais outras 25 vias da capital.

Os veículos que desrespeitarem a restrição serão punidos com multas de R$ 85,13 e mais quatro pontos na carteira. Bernabé Gastão, presidente do Sindicato dos Transportes de Cargas Líquidas e Corrosivas do estado de São Paulo, afirmou que não existe ainda previsão do retorno ao trabalho e que após o segundo dia da interrupção da entrega é que os postos de combustíveis irão começar a sentir o reflexo da paralisação, começando a apresentar a falta de combustível.

“Se caso o governo não se manifestar, outros cerca de 20 sindicatos do País já confirmaram a adesão à paralisação, gerando uma greve nacional”, indica Gastão. Somente na capital paulista, aproximadamente 54 mil veículos estão cadastrados.

“Desde dezembro do ano passado, o Sindicato dos Transportadores de Rodoviários de Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) vem pedindo uma audiência com prefeito Gilberto Kassab e o secretário de transporte para encontrar uma solução e em nenhum momento eles responderam”, explica o presidente do Sindicato.

De acordo com Gastão, os motoristas “não têm outra opção para trafegar enquanto o Rodoanel não estiver totalmente construído”, afirma. “Em oito horas, é impossível o trabalhador carregar o caminhão e chegar ao seu destino final sem passar principalmente pela Marginal do Tietê”, declarou. “Os motoristas encontram pontos de restrição em todo lugar, e isso aumenta o custo do frete, além de os motoristas serem multados”.

Outros protestos

Os motoristas de caminhões também se comprometeram a fazer protestos em várias vias públicas contra a restrição ao tráfego de veículos pesados em avenidas do mini anel viário de São Paulo. De acordo com Gastão, os protestos não serão realizados na Marginal do Tietê, com o objetivo de não prejudicar os motoristas de veículos de passeio.