Publicado em: quarta-feira, 18/01/2012

Próteses de silicone adulteradas poderão ser substituas pelo SUS ou planos de saúde

O Ministério da Saúde, a Agência nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciaram que chegaram a decisão nesta segunda-feira (16) sobre o casos das próteses de silicone adulteradas das marcas Rofil e Poly Implant Prothese (PIP). Todas as mulheres que tiveram implantes rompidos ou que apresentam risco, independe se a cirurgia foi estética ou reparadora, poderão fazer a substituição de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ou pelas operadoras de planos de saúde.

Na semana passada, os órgãos discordaram sobre a decisão das trocas das próteses com fins estéticos serem feitas gratuitamente tanto na rede pública quanto nos planos de saúde.

“Tanto o Sistema Único de Saúde quanto a saúde suplementar irão cobrir integralmente, quando for indicada a cirurgia e a substituição da prótese”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Independentemente da motivação da mulher em colocar a prótese, o indício de ruptura pode significar risco à saúde dessa mulher”.

O ministro aproveitou para orientar as pacientes que possuem próteses de silicone a procurar atendimento médico junto a rede pública ou privada para realizar exames e ver como está o estado do seu implante. A troca só será fera quando houver indicação médica. As próteses que não apresentam risco de romper deverão passar por acompanhamento.

“Estamos fechando esse protocolo. Nossa previsão é que, na próxima semana, esse detalhamento esteja fechado. Isso não impede que as mulheres que queiram procurar avaliação médica na rede pública ou privada possam fazer essa primeira avaliação”, comentou Padilha.