Publicado em: sábado, 17/03/2012

Prótese de quadril feita de metal é reprovada

Segundo um estudo feito no Reino Unido, tendo como base uma grande quantidade de dados sobre próteses de quadril, ficou reprovada a produção daquelas que são feitas somente de metal. O motivo principal é a baixa expectativa de vida do material quando relacionado com os outros tipos de próteses, tais como a de metal com polietileno e a de cerâmica. Os estudiosos britânicos concluíram que as próteses somente de metais não devem ser implantadas nos pacientes.

O primeiro problema detectado pelos especialistas é que os resíduos de cromo e cobalto que resultam do material da prótese podem causar alergia e causar dores para o paciente. Há indícios de que possa causar até destruição dos ossos. No Brasil são usadas aproximadamente 56 mil próteses de quadril por ano, segundo o ex-presidente da Sociedade Brasileira de Quadril, o médico Luiz Sérgio Marcelino Gomes. No entanto, o número de próteses de metal é muito reduzido ficando entre 4% e 5% desse total. A mais utilizada é de cerâmica.

Essa pesquisa foi publicada no “Lancet” depois de alguns dias da publicação de outra investigação ter sido divulgada no “British Medical Journal”. Essa última pesquisa mostrou como que íons metálicos podem prejudicar os pacientes com próteses de metal.
Para evitar problemas graves em quem recebe esse tipo de prótese, a agência reguladora britânica propôs novas medidas, como recomendação de avaliações anuais e exames de sangue para controlar as reações.

Médicos divergem opiniões sobre a não utilização das próteses

Embora os pesquisadores tenham sugerido a não utilização desse tipo de prótese nos pacientes, os médicos divergem sobre o assunto. Segundo Giancarlo Polesello, ele nunca implantou próteses de metal porque sabe que em longo prazo pode ter um efeito negativo. Enquanto isso Luiz Sérgio Marcelino Gomes acredita que a duração da prótese depende da recomendação e, no caso da metal-metal, é para homens que praticam exercício e precisam ter resistência a impactos. O médico argumenta que as reações negativas do implante ocorrem em um número muito pequeno de pacientes.