Publicado em: terça-feira, 20/03/2012

Promotoria averigua escolha dos jurados que participaram do Carnaval de SP

Foi instalado, pelo Ministério Público, um inquérito civil para investigar a hipótese de fraude durante o processo de seleção dos julgadores que participaram do Carnaval 2012 de São Paulo. O promotor Carlos Cardoso de Oliveira Junior, resolveu aderir ao procedimento depois que recebeu uma representação contendo informações a respeito de supostas irregularidades no método, realizado pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo.

A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital declarou que já enviou um ofício para a entidade pedindo vários documentos, entre eles o edital contendo as regras do concurso.

Apuração ficou marcada por tumulto

A confusão ocorrida durante a apuração das escolas de samba do Carnaval de São Paulo virou caso de polícia. O tumulto começou no dia 21 de fevereiro, já no final da leitura das últimas notas do Grupo Especial, no Sambódromo do Anhembi, zona norte de São Paulo. As notas foram roubadas e rasgadas, impedindo a seqüência da leitura.

O motivo da desordem generalizada foi que dois jurados haviam sido substituídos por suplentes no dia anterior ao desfile, e as escolas foram avisadas apenas através de um e-mail durante a madrugada. Em uma reunião que atrasou o início da apuração, foi decidido que as notas desses jurados seriam mantidas, apesar da indignação de alguns dirigentes que exigiam que o comunicado da troca deveria ter sido feito às claras e previamente.

A Mocidade Alegre liderava a apuração, sendo a única escola com média 10 em tudo. Foi quando alguns dirigentes invadiram o palco onde eram feitas as leituras das notas eram lidas, e Tiago Faria, que estava junto à mesa da Império de Casa Verde, pegou o envelope contendo as últimas notas e o rasgou. Ele acabou sendo preso, assim como Cauê Ferreira, da Gaviões da Fiel, que deu pontapés nos troféus que estavam ali.

A confusão se tornou vandalismo quando torcedores da Gaviões invadiram a marginal Tietê, chutando placas da cerca do sambódromo, além disso um carro alegórico da escola Pérola Negra foi incendiado.