Publicado em: terça-feira, 28/07/2009

Promotor nega pedido de semi-liberdade para Suzane

Foi emitido nessa segunda-feira pelo promotor Paulo José de Palma, da Vara de Execuções Criminais de Taubaté, estado de São Paulo, um parecer contrário ao pedido de Suzane von Richthofen ao regime semi-aberto.

A decisão do Ministério Público se deve aos exames realizados com a detenta. De acordo com o promotor, a jovem apresenta um perfil dissimulado e manipulador.

O relatório dos funcionários da penitenciária onde Suzane está cumprindo pena foi favorável a ela, alegando que a presa já estaria em condições de voltar a viver em sociedade.

Entretanto os membros da comissão responsável pelos exames criminológicos não têm a mesma opinião. Apesar dos psiquiatras acharem que ela pode progredir para o regime semi-aberto, os psicólogos e o assistente social acreditam que Suzane ainda não está pronta.

Porém, a decisão depende agora da juíza Sueli Armani de Menezes, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté. Ela escolhe se seguirá ou não a orientação do Ministério Público.

Suzane foi condenada a 38 anos de prisão em regime fechado por participar do homicídio dos pais, em 2002. Em maio de 2009, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) permitiu que ela pedisse a progressão de regime, com base nos dias em que a jovem trabalhou na prisão. De acordo com o Código Penal, a cada três dias de trabalho, um dia é abatido da pena. Além disso, o Código prevê que o preso pode requerer o direito ao regime semi-aberto depois de cumprido um sexto da condenação.