Publicado em: segunda-feira, 05/05/2014

Projeto desenvolvido por universitários, ajuda deficientes físicos a retomarem suas rotinas com independência

Projeto desenvolvido por universitários, ajuda deficientes físicos a retomarem suas rotinas com independênciaUm projeto que foi desenvolvido pelo curso de fisioterapia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e juntamente com outros cursos na área da saúde da universidade que já trouxe o benefício para mais de 4,5 mil pacientes que se depararam com suas vidas transformadas de repente por algum acidente ou por doenças degenerativas.

Desde 2003, este projeto “Órtese e Prótese” tem oferecido gratuitamente órteses, próteses e aparelhos que ajudem a se locomover, aqueles que precisaram amputar partes do corpo, ou até mesmo aqueles que perderam os movimentos e tem dificuldades com algum membro do corpo.

Beneficiado

Um dos beneficiados com o projeto, é Jose Altanir Marques, de 43 anos, que faz parte de um projeto desde agosto de 2013, ele estava em mais um dia rotineiro de trabalho na companhia de energia elétrica de Guarapuava, quando de repente, ele se surpreendeu com um choque de 34 mil volts. “Perdi o braço direito e a perna direita. Logo depois que recebi alta do hospital eu me inscrevi no projeto. No período entre agosto e dezembro eu fiquei só fazendo fisioterapia e andava só com a cadeira de rodas.

Eu ainda estava me questionando se eu ia voltar a andar ou não”, revela. Logo depois de ser avaliado, José pode receber os tratamentos necessários para fortificar sua musculatura da perna, e é um procedimento que faz parte da preparação do corpo para que a prótese possa ser bem aceita sem maiores problemas, além disso, ele também passou a receber um acompanhamento psicológico, que pode analisar alguns traumas que foram causados por consequência do acidente e de suas amputações. “Consultei três meses com ela e recebi alta. Cheguei de cadeiras de rodas e saí andando.

Hoje tenho apenas a prótese da perna, mas estou na fila de espera para receber a prótese do braço. Além disso, todas as terças e quintas-feiras eu faço atividades físicas na Unicentro. Eles me ensinaram a andar novamente, aprendi a viver uma nova vida. Era um milagre eu estar vivo, era para eu ter perdido a vida”, conclui.