Publicado em: sexta-feira, 01/07/2011

Programa Saúde da Mulher: Fiscalização recolhe mais de 1,3 milhão de anticoncepcionais em SP

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizou uma operação que tirou de circulação pelo menos 1,3 milhão de anticoncepcionais com defeito que eram distribuídos pela rede pública. A fiscalização que vem sendo realizada há 4 anos é responsável por recolher todos os medicamentos irregulares e tira-los circulação na rede pública e privada.

A Vigilância Sanitária deve fazer a apreensão dos materiais e levar até o Instituto Adolfo Lutz, aonde são realizadas as análises. Os anticoncepcionais são distribuídos pelo Programa de Saúde da Mulher e analisados pelo Programa de Monitoramento da Qualidade de Contraceptivos. Ao todos, foram recolhidos e interditados 34 lotes no período de 2007 a 2010.

O Instituto Adolfo Lutz é o responsável pela análise de medicamentos anticoncepcionais. Ao todo, foram analisadas 154 amostras de remédios. Todos os anticoncepcionais que falharam tiveram a comercialização proibida pela Secretaria, a fim de evitar riscos sanitários e de planejamento familiar. Para a análise foram verificadas 99 amostras de comprimidos, 53 ampolas injetáveis e também contraceptivos de emergência, conhecida como pílula do dia seguinte.

Alguns medicamentos que apresentaram irregularidades foram regularizados em lotes posteriores. Porém, os consumidores devem ficar atentos, já que a compra do medicamento é contínua, e novos lotes podem apresentar problemas. Os medicamentos que apresentaram mais problemas foram os do tipo injetável, sendo que das amostras analisadas 55% apresentaram problemas. A maior irregularidade é que esse tipo de anticoncepcionais tende a ter volume menor do que o indicado para evitar a gravidez.