Publicado em: terça-feira, 18/10/2011

Programa do governo federal realiza tratamento com remédios ultrapassados

O programa Saúde Não Tem Preço, lançado em fevereiro pelo governo Dilma Rousseff, foi criado para realizar o atendimento a distribuição gratuita de remédios utilizados ara o tratamento da hipertensão e diabetes. Porém, após alguns meses desde a sua estreia, os pacientes que fazem uso só tem encontrado os remédios mais básicos nas Farmácias Populares. Os usuários pedem para que o governo disponibilize as versões mais eficazes e modernas utilizada para o tratamento das remédios.

Além disso, alguns pacientes tem encontrado dificuldade na hora d ter acesso as remédios considerados essenciais para o tratamento de doenças chamadas comuns e que estão listados na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Em outubro, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), enviou um comunicado formado ao governo para que sejam inclusos no programa o remédio Gliclazida, um tipo de antidiabético que já faz parte da Rename. Esta droga é considerada mais eficiente do que as que existem em distribuição do Saúde Não Tem Preço.

Segundo o médio presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e do Instituto do Coração (Incor), Heno Ferreira Lopes, o que acontece é que não existe a “aderência” de alguns remédios mais utilizados para o tratamento da hipertensão. “A aderência é baixa. Em média, pacientes tomam 3,6 comprimidos por dia para hipertensão arterial. Eu não percebi mudanças com o lançamento do programa. Muitos relatam que não conseguem os remédios”, comentou

Em resposta ao pedido, o Ministério da Saúde infirmou através de nota emitida pela assessoria de impressa, que realiza a inserção dos medicamentos a partir do “orçamento disponível“ e confessa que o programa pode sofrer mudanças nos próximos meses. “Novos medicamentos podem ser incorporados. Recebemos periodicamente sugestões de atualização do elenco e todas são avaliadas”, garantiu.