Publicado em: sábado, 28/04/2012

Professores em greve ocupam prédio do governo no Distrito Federal

Na sexta feira (27) foi realizada uma assembléia onde 99% dos docentes da rede pública de educação do Distrito Federal votaram pela manutenção da greve, que acontece já a 47 dias. A categoria tomou a decisão depois de uma radicalização no movimento, inclusive, com a ocupação de um andar do prédio do governo.

Uma determinação judicial havia sido emitida para que a categoria voltasse para as salas de aula e mesmo assim, aproximadamente 95 professores continuam no 6º do Palácio Buriti, sede do governo local e da Secretaria de Estado de Gestão Administrativa.

Como medida para pressionar a desocupação do prédio, a luz foi cortada e os professores passaram a madrugada no escuro. A proposta da categoria é que o governo seja pressionado e atenda as reivindicações da classe. Os integrantes da manifestação levaram até colchonetes para a sede do governo e a alimentação foi feita através de comida que era enviada dentro de baldes suspensos por cordas na janela do prédio.

Retaliações

Na manhã de ontem, uma pessoa que não foi identificada tentou cortar a corda no quinto andar, na tentativa de cessar o abastecimento de comida. Ainda na manhã de sexta, um grupo com 300 policiais esteve envolvido na operação de retirada dos invasores. O Corpo de Bombeiros também se envolveu, com o apoio de carro e um helicóptero, juntamente com homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

AS reivindicações dos professores incluem a equiparação média salarial com outras profissões com nível superior do Distrito, sendo que, esta solicitação já consta em um acordo realizado em abril de 2011, que não teria sido cumprido.

A resposta do Governo do Distrito Federal é que o acordo estaria sendo atendido gradativamente, como por exemplo, com o aumento salarial de 13,83%, afirmando ainda que este seria o maior índice do país.

Na tarde de sexta feira, o governo do Distrito Federal divulgou à imprensa uma nota onde afirmava que diante da radicalização da manifestação, todas as propostas discutidas desde o início das negociações estariam suspensas, até que seja anunciado o fim da greve.