Publicado em: quarta-feira, 21/05/2014

Professores decidem manter paralisação após não entrarem em acordo com a Prefeitura

Professores decidem manter paralisação após não entrarem em acordo com a PrefeituraOs profissionais decidiram parar e reivindicam melhorias nas condições de trabalho e querem um aumento salarial, que é impossível de ser atendido segundo César Callegari, já que somente neste mês o reajuste nas folhas de pagamentos já contam com um reajuste no valor de 13.43%.

Segundo o secretário, estes reajustes foram dedicados a professores, coordenadores, assistentes e quadro de apoio, esses valores totalizam R$ 622 milhões que são retirados do orçamento da Prefeitura, por esse motivo não se pode atender as solicitações dos professores, pois estes valores fogem do orçamento e por isso esses valores não tem de onde serem retirados.

Após os protestos efetuados nesta terça-feira que paralisaram avenidas importantes de São Paulo os professores realizaram uma assembleia e decidiram prosseguir com a paralisação que já acontece desde o dia 23 do mês de Abril, os professores alegam que a paralisação deve ocorrer até esta sexta-feira dia 23, quando deverá ocorrer uma nova assembleia para que sejam definidos os rumos dessa paralisação.

Os professores alegam que a Prefeitura fez a proposta de aumentar em 15.38%, mas somente a partir do ano de 2015, esses valores seriam incorporados aos salários dos docentes, porém o órgão não deu informações sobre em quantas parcelas esses valores seriam disponibilizados, o que fez com que eles rejeitassem a proposta.

O Grupo Especial de Educação do Ministério Público Estadual procedeu a abertura de um inquérito para investigar a conduta dos sindicatos dos professores em relação a greve, essa medida foi tomada para que sejam apuradas possíveis abusos no direito de paralisações, além disso através desse inquérito será possível avaliar as medidas que a Prefeitura pode tomar para que as aulas sejam retomadas e sejam definidos esquemas para reposição de aulas perdidas pelos alunos devido à greve dos docentes.