Publicado em: terça-feira, 29/05/2012

Professores de universidades federais devem intensificar greve

Nos próximos dias, as manifestações dos docentes de universidades federais que estão em greve devem se intensificar. Isso será um resultado do adiamento da reunião entre representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e do Ministério do Planejamento (MP). A reunião deveria ter ocorrido ontem, segunda feira (28). “O MP simplesmente desmarcou a reunião sem nos dar nenhuma justificativa ou previsão. Isso nos motiva ainda mais a intensificar nossas ações”, declarou o integrante da comissão de comunicação do Comando Nacional de Greve do Andes, Aluísio Porto.

As atividades de mobilização que estavam também agendadas para ontem ocorreram mesmo com o adiamento da reunião. No período da manhã, os professores fizeram uma manifestação em frente ao Ministério da Educação. O Comando Nacional de Greve afirmou em um comunicado oficial que ações tinham a motivação de denunciar “a falta de compromisso do governo com a negociação e o desrespeito com a categoria em greve”.

Foi também neste comunicado que o grupo declarou a intenção de intensificar a paralisação e as ações de mobilização. Através da assessoria de imprensa da Secretaria de Relações do Trabalho, o Ministério do Planejamento informou que a reunião foi adiada apena para que as reivindicações do professores sejam melhor avaliadas. Mas deve ser remarcada em breve.

Início do caso

A greve dos docentes de universidades federais acontece desde o dia 17 de maio. Eles reivindicam a reestruturação da carreira e exigem melhores condições de trabalho, relacionadas à falta de estrutura das universidades. “Hoje, para chegar ao teto da carreira, o professor levaria quase 30 anos”, afirma Porto. Ainda de acordo com o dirigente do sindicato, mais de 10 reuniões com o MP foram realizadas para revisar os planos de carreira, mas as negociações não teriam avançado.

Através de uma nota, o MEC informou que “reafirma sua confiança no diálogo e no zelo pelo regime de normalidade das atividades dos campi universitários federais”. De acordo com o governo, o aumento de quatro por cento já negociado em 2011 está garantido na medida provisória que foi assinada em 11 de maio.

“Com relação ao plano de carreira, a negociação prevê sua aplicação em 2013. Os recursos devem ser definidos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) até agosto deste ano, o que significa que temos tempo. As negociações entre o Ministério do Planejamento e as representações sindicais seguem abertas”, apontou o Ministério da Educação.