Publicado em: sexta-feira, 02/03/2012

Professores de três estados entram em greve por causa de piso

O começo do ano letivo nas escolas estaduais do Brasil já iniciou com paralisações e greves. As reivindicações incluem desde a implantação da Lei do Piso do magistério até o investimento de 10% do PIB, Produto Interno Bruto, em educação no país.

Uma paralisação nacional das atividades está prevista para ocorrer nos próximos dias 14, 15 e 16. Entretanto, os estados de Rondônia, Goiás e Piauí já entraram em greve, desde fevereiro, por melhorias salariais e a reestruturação do plano de carreira. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), 30 sindicatos já confirmaram adesão à paralisação nacional.

Segundo a CNTE, depois de três dias de mobilização, alguns sindicatos já agendaram uma assembleia para decidir sobre a continuidade ou não da greve, como no caso de São Paulo. O Sindicato dos Professores no Distrito Federal sinalizaram a realização de uma paralisação e indicativo de greve para o próximo dia 8.
No estado do Mato Grosso do Sul, o diretor financeiro da Federação dos Trabalhadores em Educação (Fetems), Jaime Teixeira, declarou que o piso já é cumprido na rede estadual, mas a campanha de paralisação nos três dias de março será mais forte, já que muitos municípios ainda não cumprem a lei. A federação realiza uma campanha nos sindicatos municipais para que cerca de 80% das redes de ensino em todo o estado paralisem.

O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro também agendou uma paralisação das atividades docentes, por 24 horas, na última terça feira. A categoria deu início à campanha salarial para 2012, protestando contra os baixos salários e as condições trabalhistas dos servidores públicos.

Estados em greve

Os docentes da rede estadual do estado do Piauí deflagraram greve por tempo indeterminado final de fevereiro, dia 27. A mobilização iniciou em função do pagamento do reajuste do piso, que foi atualizado em 22,22%, passando para R$1.4521.
Os trabalhadores voltaram a se reunir na quinta feira (1) para avaliar o movimento, mas acabaram optando por manter a greve. De acordo com a secretária de assuntos jurídicos do sindicato, Ana Maria Silva, o governo propôs a realização do pagamento do piso apenas para os docentes que ainda não recebiam o valor, de forma que os demais não teriam reajuste.