Publicado em: quinta-feira, 29/03/2012

Professores de São Paulo fazem protesto de três dias

Deve começar na segunda feira (2), uma greve de três dias organizada pelos professores da rede municipal de São Paulo, como forma de protesto pela demora do município em atender a pauta de reivindicação apresentada pela categoria ainda no final de fevereiro.

Os professores brigam pela antecipação dos reajustes salariais, que estão previstos para os anos de 2013 e 2014, além do término da terceirização que acontece na área de educação e a incorporação de abonos salariais na remuneração. Uma assembleia foi realizada durante a manifestação que aconteceu na Praça do Patriarca, na tarde de ontem (28), onde os professores concordaram com a greve. Antes da organização da reunião, um grupo de representantes da categoria foi recebido por integrantes das secretarias de Gestão e Educação, entretanto, nenhuma proposta salarial foi indicada.

Cláudio Fonseca, que além de vereador (PPS) é também presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal, o Sinpeem, declarou que a prefeitura os teria informado sobre uma análise que seria realizada das reivindicações no orçamento, tendo prometido agendar uma reunião para a próxima semana.

Fonseca ainda informa a importância de que a Prefeitura encaminhe já no começo de abril as reivindicações, devido à lei eleitoral que não permite a concessão de reajustes no salário em período de eleições. A Prefeitura afirmou em nota que mantém o diálogo aberto com os servidores, promovendo as reuniões necessárias para as discussões.

Adiamento

Os professores da rede estadual de ensino de São Paulo também realizaram, no último dia 16, uma assembleia onde a decisão de greve foi adiada. O combinado foi a realização de um novo encontro no dia 20 de abril para a definição. A categoria ainda aguarda a posição do governador Geraldo Alckmin quando a jornada extra-classe, prevista na lei do piso do magistério.

Maria Izabel Noronha, a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), declarou que caso o governo não cumpra o calendário, a greve será colocada novamente em votação.