Publicado em: quarta-feira, 13/08/2014

Professor da Universidade de São Paulo faz doação de salário para ajudar funcionários em greve

Professor da Universidade de São Paulo faz doação de um mês de salário para ajudar funcionários que estão em greveCom a greve dos funcionários da Universidade de São Paulo já se estendendo há mais de dois meses, o salário de muitos desses profissionais foram descontados pelos dias paralisados, como os professores não possuem registro de ponto, estes não fazem parte da medida e por isso tem seus salários pagos.

Pensando nisso o professor Jorge Luiz Souto Maior que é da faculdade de Direito da USP optou por doar a quantia integral de seu salário referente ao mês de agosto para o Fundo de Greve dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo, a intenção é ajudar aos funcionários que estão paralisados e que tiveram seus salários descontados.

O que motivou Jorge a ter essa atitude foi o fato de ele pensar que a causa da paralisação é de extrema importância e que as atitudes que vem sendo tomadas contra aos funcionários que se mantém em greve são desproporcionais, ofensivos e autoritários que acabou com o desconto de salário destes funcionários, o que para o professor compromete à sobrevivência de muitos desses trabalhadores, as informações foram passadas através de uma nota do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo.

O docente declara que está em greve ao longo de todo esse período e por esse motivo ele não concorda com o fato de ele receber o seu salário, enquanto que outros não receberão, por esse motivo ele optou pela doação do seu salário, ainda que ele saiba que a atitude de negar o salário é algo ilegal e neste caso seja caracterizada como uma atitude antissindical e discriminativo.

Os descontos salariais foram constatados pelo funcionários por meio da verificação da folha de pagamento, disponibilizada em um sistema interno da USP, referente aos dias de 21 de junho a 20 de julho, em protesto contra a decisão estudantes e funcionários da instituição estão acampados em frente a reitoria e realizam piquetes em outros prédios da Universidade.

A Universidade de São Paulo informou por meio de nota que a decisão de manter o prédio da reitoria da instituição bloqueado desde o dia 4 deste mês, além de não cumprir uma ordem judicial é lamentável e intransigente, a nota ainda diz que entende que sejam justas as causas em relação ao reajuste salarial, mas que devido à crise pela qual a Universidade vem passando caso haja algum tipo de correção resultaria em gastos que no momento a USP não tem condições de arcar.