Publicado em: sábado, 24/03/2012

Professor comenta as falhas da urna eletrônica

Depois dos testes de segurança das urnas eletrônicas que terminaram na quinta-feira, o destaque ficou com a equipe da UnB (Universidade de Brasília) que conseguiu quebrar parte do sigilo da urna eletrônica usa das eleições brasileiras.

No entanto, um dos professores da universidade que participou dos testes, Diego de Freitas, disse que o período dado às universidades para fazer o teste é muito curto. São apenas três dias voltados para esse melhoramento do material.

O professor argumentou que o tempo para pesquisar e montar uma estratégia de ataque é muito curto. Ele acredita que um período maior daria mais transparência ao processo e seria mais proveitoso. Este ano o TSE liberou aos especialistas detalhes sobre a programação do software e eles tinham o período de três dias para analisar as informações e criar uma estratégia de ataque ao sistema na tentativa de encontrar falhas no sistema desenvolvido para votação.

Em contrapartida, Luis Augusto Consularo, integrante do TSE na comissão do testes, ressaltou que este ano o tempo foi ainda maior que o destinado para o mesmo trabalho feito em 2011. Ele disse ainda que se usar mais dias para esse trabalho, precisa aumentar a demanda de pessoas trabalhando nesse processo. Consularo disse que foram dadas todas as informações possíveis aos participantes e que mais dados poderia ser perigoso para a própria segurança do processo eleitoral.

Equipe da Unb quebrou parte do sigilo das urnas

Os pesquisadores da UnB descobriram o processo que embaralha os votos da urna. Eles puderam reordenar os votos conforme estes foram depositados na máquina. Isso significa que é possível, por meio de uma lista externa, saber quem votou em quem. Freitas disse que foi possível recuperar a ordem de 99,9% dos votos. Depois que essa notícia foi divulgada pela imprensa, o site do TSE anunciou que o sigilo não foi quebrado e que será aperfeiçoado o sistema.