Publicado em: sexta-feira, 01/02/2013

Produção de indústrias teve redução de 2,7% no ano passado

Produção de indústrias teve redução de 2,7% no ano passadoO Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira (1) que a produção das indústrias brasileiras tiveram queda de 2,7% no ano passado.

Esta é a primeira queda desde o resultado negativo de 2009 que chegou a 7,4%. Naquele ano a indústria sofreu com efeitos da crise internacional. Durante os últimos dois anos, a atividade industrial teve aumento de 0,4% em 2011 e no ano anterior o aumento foi de 10,5%.

Setores

O instituto apontou que a queda da produção industrial no ano passado atingiu todas as categorias de uso. Foram 17 de todos os 27 ramos, 50 de todos os 76 subsetores e atingiu 59,5% dos 755 produtos que são investigados tiveram resultados negativos. A grande influência negativa foi feita pelos veículos automotores com queda de 13,5%, tendo destaque na redução de fabricação de caminhões, caminhão-trator de reboques e de semi-reboques, chassis de motor para caminhões e ônibus, motores a diesel para caminhões e de ônibus, autopeças e de veículos que transportam mercadorias.

Entre as dez atividades que tiveram avança em 2012, a principal foi com o refino de petróleo e a produção de álcool com alta de 4,1%, os produtos químicos atingiram 3,4% e diversos equipamentos para transporte chegaram a 8,5%, eles foram impulsionados pela fabricação da gasolina de automóveis, óleo diesel e de óleos para combustível de primeiro ramo, herbicidas para serem utilizados na agricultura em segundo lugar e aviões em décimo lugar.

Sobre as categorias de utilização, o IBGE ressalta que em 2012 houve uma quantidade menor de dinamismo em capital, com queda de 11,8% e de bens de consumo duráveis onde houve redução de 3,4%, devido a retração para a produção de bens de capital de transporte, bens de capital para utilização mista e bens de capital de construções, no primeiro segmento. Sobre os bens duráveis, os piores destaques estiveram em telefones celulares, televisores, relógios, ventiladores, aparelhos de ar-condicionado, fornos de micro-ondas, motocicletas e automóveis.

A produção dos bens intermediários teve redução de 1,7%, o que demonstra que houve uma redução menos acentuada que a metade da indústria, já os bens de consumo semi-duráveis e não duráveis tiveram queda de 0,3%, teve um resultado com maior moderação apontou o IBGE.