Publicado em: segunda-feira, 14/11/2011

Primeira noite de ocupação das favelas do Rio não teve tumulto

Após a ocupação nas favelas da Rocinha, Vidigal e Chacara do Céu, no Rio de Janeiro, a primeira noite não registrou nenhum incidente. Os policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Polícia Militar estão em uma base ao lado da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nesta segunda-feira, dia 14 de novembro, eles retomam os trabalhos de varredura pelas favelas ocupadas.

Nestes trabalhos, os policiais fazem vistorias nas casas da comunidade, na mata e nas vielas. Eles buscam por drogas, armas e traficantes que tenham permanecido nas favelas. A Rocinha possui cerca de 70 mil moradores e o Vidigal 20 mil. A varredura não tem data para acabar.

Os serviços já voltaram na comunidade. As 6h, os caminhões de lixo começaram seus trabalhos de coleta. O processo de ocupação das favelas começou no domingo, às 2h30. As vias que tão acesso as comunidades foram bloqueadas para o trânsito, e os policiais estavam nos principais acessos a Rocinha e Vidigal. E às 4h10, 400 policiais entraram nas comunidades.

Na noite da ocupação, calculava-se quatro prisões, mais a apreensão de 20 pistolas, 15 fuzis, duas espingardas, uma submetralhadora, três granadas, 20 rojões, sete lunetas, 158 carregadores de armas e cerca de 16 mil munições para vários calibres. Além disso, foram pegos 112 quilos de maconha, 145 trouxinhas e 80 tabletes também desta droga, 60 quilos de pasta base de cocaína e 14 tabletes de cocaína refinada.