Publicado em: sábado, 24/01/2015

Primeira leva de vacina do ebola chega à Libéria

Já chegou à Libéria o primeiro carregamento de vacina experimental para o ebola, desenvolvida pela empresa farmacêutica GlaxoSmithKline. O material foi enviado à África Ocidental no final da tarde de sexta feira, dia 23 de janeiro, conforme foi divulgado pela empresa farmacêutica, com sede na Inglaterra. A Organização Mundial da Saúde declarou na última quinta feira que o surto de ebola registrado na África Ocidental, o pior da história até o momento, já dá sinais de estar regredindo, mas alertou para que as autoridades não relaxem nos cuidados.

A epidemia resultou em mais 21 mil casos da doença em nove países, desde os primeiros casos em Guiné, há cerca de um ano. Até o momento, foram contabilizadas mais de 8.600 mortes. A remessa inicial é composta por 300 ampolas de vacina da empresa farmacêutica, sendo a primeira que chega a Libéria, um dos três países da África que mais foram afetados pela doença. A vacina experimental será agora usada nos primeiros testes de grande escala, que acontece ao longo das próximas semanas. Os agentes de saúde que estão cuidando dos pacientes do ebola estão no grupo de prioridades para o teste.Primeira leva de vacina do ebola chega à Libéria

A expectativa dos pesquisadores é conseguir inscrever até 30 mil pessoas na fase de testes que acontece nas próximas semanas. Um terço delas deve ser vacinada com o novo medicamento. A vacina, que foi co-desenvolvido pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e pela Okairos, uma empresa de biotecnologia que foi adquirida pela GSK, vem sendo testada em análises de segurança em fase 1, em países como Estados Unidos, Suíça, Grã-Bretanha e Mali, com um grupo de 200 voluntários.

A vacina desenvolvida usa um vírus de chimpanzé congelado, fornecendo material genético que está seguro da cepa de ebola, o responsável pela nova epidemia que tomou conta da região oeste do continente. Dados de pesquisa indicam que o material é seguro para humanos, especialmente os africanos mais atingidos. Alguns projetos estão em desenvolvidos por outras empresas, que dependem de testes que indiquem que a vacina é segura e eficaz.