Publicado em: domingo, 26/02/2012

Previsão aponta que 75% das televisões digitais no Brasil terão Ginga em 2013

As televisões produzidas no Brasil deverão sair de fábrica com um programa que permite a interatividade nos aparelhos. Até dezembro de 2013, 75% dos televisores digitais brasileiros deverão ser vendidos com o Ginga.

De acordo com o decreto do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Planejamento, a inclusão do programa é opcional até o final de 2012. A instalação do middleware irá fazer parte do Processo Produtivo Básico (PPB) para televisões de tela de cristal líquido (LCD) fabricadas na Zona Franca de Manaus.

A portaria interministerial número 140 foi publicada nesta sexta-feira (24), no Diário Oficial da União, e prevê que, em 2014, 90% das televisões com LCD que tenham fabricação brasileira devem possuir o middleware. As vendas de TVs em 2014 devem crescer devido a Copa do Mundo e, a partir de 2015, todos os aparelhos feitos em território brasileiro terão o Ginga instalados e pré-configurados.

A proposta era de que até julho deste ano, 30% dos aparelhos tivessem o programa de interatividade, porém os fabricantes justificaram e conseguiram prorrogar o prazo. Eles argumentaram afirmando que o programa ainda está em testes e que não é justo com os consumidores que não possuem o sinal digital pagarem mais R$ 180 pela nova TV.

Fabricantes poderão diminuir a cota se produzirem as TVs ainda este ano

Aqueles fabricantes que começarem a instalar o software ainda em 2012, conseguirão ter o percentual feito este ano descontado da cota mínima de fabricação em 2013. Desta forma, de uma determinada marca fabricar 10% de seus televisores com o Ginga instalado, em 2013 só precisará fabricar 65% das TVs com o programa de interatividade. Mesmo assim, a produção mínima para 2013 é de 60% dos aparelhos.

As empresas que não atingirem a cota mínima de produção deverão fabricar as TVs no ano seguinte, sem que a cota do período seja novamente alterada. A produção das televisões que contenham o programa de interatividade não pode ser mais de 10% menos que o limite estabelecido pelo decreto do governo.