Publicado em: terça-feira, 12/08/2014

Presidiário condenado a 70 anos de prisão é posto em liberdade por equívoco em Alagoas

Presidiário condenado a 70 anos de prisão é posto em liberdade por equívoco em AlagoasUm presidiário que estava condenado a 70 anos de prisão foi colocado em liberdade, após um equívoco interno que aconteceu no presídio onde ele estava, Carlos Alberto Silva Junior, que era conhecido como Junior Capoeira, teve sua liberdade concedida logo após um alvará de soltura ter sido emitido pela Justiça.

De acordo com informações da Secretaria de estado e Ressocialização e Inclusão Social, no alvará que foi expedido não tinham informações sobre a filiação do presidiário, nele só constava o nome do interno, por esse motivo quando foi efetuada a consulta do m=nome do rapaz não continham in formações sobre outros delitos do rapaz e ele foi colocado em liberdade.

Posteriormente foi descoberto que o rapaz possuía outro prontuário que estava no nome de sua mãe anexado, lá continha a informação de que Junior Capoeira havia sido condenado a 70 anos de prisão, além disso o rapaz ainda tinha outros delitos dos quais era acusado e não haviam sido julgados.

Para o Sindicato dos Agente Penitenciários a falha foi fruto da falta de um sistema informatizado contendo os dados dos presos, segundo Jarbas Souza que é quem preside o sindicato, devido a essa falta de sistema informatizado podem acontecer erros que levem presos a serem soltos de maneira indevida.

Segundo Jarbas o Estado deveria realizar o controle dos presidiários e também de seus familiares utilizando a biometria, já que assim não seriam possíveis cometer falhas, já que segundo Jarbas não há como gravar nomes bem como fisionomias de todos os presos, para ele fica até difícil de reconhecer quem é o preso e quem é o visitante nos dias em que há visita na prisão, para o presidente do Sindicato, a utilização do sistema biométrico além de um computador contendo todas essas informações tornaria o trabalho mais eficaz, além disso o custo para o Governo não seria tão elevado.

Jarbas também declarou que a secretaria deveria ter realizado a divulgação sobre a soltura indevida de Junior Capoeira de uma maneira mais rápida, já que este preso representa perigo à sociedade, Junior causou a morte de dois policiais e também é suspeito de matar sua mãe.

Este não é o primeiro engano cometido no sistema prisional de Alagoas, no mês de março deste ano outro preso foi colocado em liberdade por engano, por este ter o nome similar ao nome de outro preso, o equívoco ocorreu no presídio de Agreste que fica no município de Girau Ponciano a 162 quilômetros de Maceió.