Publicado em: terça-feira, 12/08/2014

Presidente eleito de Israel pede desculpas a Dilma

Presidente eleito de Israel pede desculpas a DilmaFoi informado pelo Palácio do Planalto que Reuven Rivlin, o presidente eleito de Israel, entrou em contato com a presidente brasileira, Dilma Rousseff, para se desculpar pelas declarações que foram proferidas por Yiagal Palmor, o porta voz do Ministério das Relações Exteriores israelense, que chegou a classificar o Brasil como anão diplomático. O Planalto do Palácio divulgou uma nota à imprensa, relatando que na conversa dos dois chefes de estado, o presidente eleito do estado israelense teria apresentado desculpas por conta das declarações do porta voz com relação ao Brasil. Durant a conversa, ele teria também esclarecido que as expressões usadas por este funcionário não correspondem aos sentimentos que o povo israelense tem pelo Brasil. Dilma teria aproveitado para fazer referência aos laços histórias que há várias décadas unem os dois países.

A crise que surgiu entre os dois países teve início no final de julho, no dia 23 do mês anterior, após o governo brasileiro ter afirmando em nota oficial que a escalada de violência na Faixa de Gaza era inaceitável. Além disso, o embaixador em Tel Aviv teria sido chamado para uma consulta, uma medida que é excepcional e toma somente quando o país tem a intenção de demonstrar descontentamento, avaliando que a situação do país em questão é de gravidade extrema. Mais tarde, o jornal “The Jerusalem Post” divulgou uma reportagem em que Palmor chegou a questionar a decisão, chamando o Brasil de anão diplomático. Luiz Alberto Figueiredo, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, afirmou em resposta que o Brasil não seria um anão diplomático.

Palmor ainda rebateu as críticas do governo brasileiro, que afirmou ser desproporcional a força de Israel que vinha sendo empregada na Faixa de Gaza. Palmor afirmou que era proporcional diante da lei internacional e ainda se referiu a disputa em que o Brasil perdeu na semifinal da copa do mundo, afirmando que desproporcional seria perder de 7 a 1 numa partida de futebol. O Palácio ainda declarou na nota que Rivlin e Dilma teriam conversado sobre a atual situação da Faixa de Gaza, porque os conflitos entre os povos na região já havia resultado na morte de milhares de pessoas ultimamente.