Publicado em: sexta-feira, 11/04/2014

Presidente da Ucrânia promete anistia a quem entregar armas

Presidente da Ucrânia promete anistia a quem entregar armasPodem conseguir receber anistia os militantes a favor da Rússia que estão entrincheirados em prédios públicos na Ucrânia, em cidades ao leste do país. Isso apenas se concordarem em entregar as armas e ainda liberar os edifícios administrativos que ocuparam desde o início da disputa pelo país.

A promessa pela anistia foi feita pelo próprio presidente interino da Ucrânia, Olexander Turchynov. O presidente interino afirmou no parlamento que se as pessoas entregarem as armas e libertarem os prédios, ele garantia que não seria realizado contra estes militantes qualquer ação judicial, se colocando ainda à disposição para assinar algum decreto presidencial neste sentido que desse garantia aos militantes.

Os separatistas a favor de Moscou estão ocupando prédios administrativos nas cidades de Donetsk e Lugansk, onde existe a maioria russa no leste da Ucrânia. Esta foi a resposta do presidente interino à lei de anistia que foi proposta nesta semana por um deputado do Partido das Regiões, justamente o movimento que integrava o presidente Viktor Yanukovytch, destituído de sua função.

Ele afirmou que o país não precisa de uma lei, porque o problema pode ser solucionado muito mais rápido que isso. Além disso, também nesta semana, o vice-primeiro-ministro Vitali Yarema, enviado a Donetsk para tentar resolver a crise, afirmou estar esperando encontrar uma forma consensual de resolver a situação que já completava quase uma semana de cerco a prédios administrativos nas cidades do leste ucraniano.

Nesta semana, a Rússia chegou a qualificar como infundadas as recentes preocupações de Kiev e também dos países do ocidente sobre a presença de tropas da Rússia próximas à fronteira com a Ucrânia. Além disso, o governo russo ainda acusou Washington de estar alimentando tensão nas regiões de conflito.

Isso porque os Estados Unidos alegam que os russos é quem estão por trás das movimentações separatistas no leste ucraniano, ainda mais depois que a Otan recomendou que Moscou recusasse suas tropas das áreas de fronteira.