Publicado em: quarta-feira, 02/05/2012

Presidente da CUT comemora alta dos empregos com carteira assinada no Dia do Trabalho

Artur Henrique, presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), disse que o país tem muito a comemorar neste primeiro de maio. Segundo ele o número de empregos com carteira assinada aumentou no Brasil. O presidente da CUT falou sobre o assunto durante o evento organizado pela entidade no centro de São Paulo para comemorar o Dia do Trabalho. No entanto, Artur Henrique disse que é preciso agora dar atenção para a qualidade dos empregos gerados no país.

Segundo ele, é preciso comemorar que a luta contra a informalidade está dado certo e resultando em dados concretos. Mas, além disso, é preciso observar que além da quantidade de empregos, é preciso dar atenção à qualidade dos empregos que estão sendo gerados no país. Artur Henrique disse que não é suficiente ser a sexta economia do mundo, pois é preciso ser essa potência sem trabalho escravo e sem trabalho infantil. Segundo ele, este é o “recado” da CUT para as comemorações do Dia do Trabalho de 2012.

Ao ser questionado sobre o fato de a CUT realizar um evento separado das outras entidades trabalhistas em uma mesma data, o presidente da CUT disse que há discordância entre os grupos quanto ao “conteúdo da pauta” e ao “método”. Ele disse que não há acordo nesses dois quesitos por isso a comemoração ocorre separadamente. Uma das questões que a CUT discorda, segundo Artur Henrique, é sobre os sorteios de apartamento ou de casas. Embora outras instituições façam isso, a CUT prefere discutir temas de interesse dos trabalhadores. Em função disso, segundo o presidente, a entidade faz uma comemoração separadamente.

CUT é contra a flexibilização das leis trabalhistas

Sobre a flexibilização das leis trabalhistas, Artur Henrique disse que ela “não vai sair”. Segundo ele, a própria presidente da República disse que em seu governo não haverá reforma trabalhista. O que deve mudar, segundo ele, é o fortalecimento das entidades sindicais. Segundo o presidente, a CUT discorda das alterações na CLT, pois esse é um bom modelo e não deve ser mexido.