Publicado em: quinta-feira, 22/03/2012

Presidente da Chevron pode pegar até 31 anos de prisão

George Buck, presidente da Chevron, pode ser condenado a até 31 anos de prisão por causa de vazamento. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (21). Buck e mais três executivos da empresa são acusados de crime ambiental e dano ao patrimônio da União, além de falsidade ideológica. De acordo com o MPF, a acusação de falsidadade ideológica se deve ao fato de empresa ter editado as imagens do local do vazamento antes de apresentar às autoridades.

No total, 17 pessoas e as empresas Chevron e Transocean estão incluídas na denúncia. As detenções pedidas vão de 5 a 31 anos de prisão. Para o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira deve ser feito ainda o sequestro dos bens dos acusados e das empresas, além do pagamento de fiança no valor dee R$ 1 milhão para cada pessoa, e R$ 10 milhões para cada empresa. Ele diz que o objetivo é “evitar que eles deixem o País. Eles terão que pagar isso como garantia”, esclareceu.

Para ele, existem provas de que o vazamento tenha sido motivado pelo descumprimento de regras de segurança. Oliveira informou também que o MPF quer renovar o pedido de indenização de R$ 20 bilhões que foi feito às empresas envolvidas. A ação pede ainda que a Chevron seja proibida de atuar no Brasil.

Já o advogado da Chevron, Nilo Batista, rebateu as acusações. De acordo com ele, o campo de Frade está em uma área extraterritorial, não vinculada à cidade de Campos. Para ele, apenas o MPF da capital pode ir até à Justiça, já que os acusados possuem residência fixa no Rio.