Publicado em: quinta-feira, 05/04/2012

Presidente da Argentina pede ajuda à Cruz Vermelha para localizar mortos em Guerra das Malvinas

Cristina Kirchner, a presidente da Argentina, pediu no início da semana, segunda feira (2), auxílio para a entidade Cruz Vermelha Internacional na identificação dos corpos de mais de 120 soldados mortos na guerra que ficou conhecida como das Malvinas, já que era a disputa entre Reino Unido e Argentina pelo território das Ilhas Malvinas.

Enquanto homenageava os veteranos e soldados desaparecidos na guerra, numa solenidade oficial que foi organizada em Ushuaia, capital da província argentina chamada Terra do Fogo, a presidente afirmou que o país continuará reivindicando a posse das ilhas dentro do campo diplomático.

Ao longo da cerimônia, a presidente Kirchner anunciou que irá inaugurar em agosto ainda deste ano o Museu das Malvinas, que contará com objetos e fotografias referentes às ilhas, associando o arquipélago tanto a cultura quanto aos valores argentinos.

A solenidade marcou ainda os trinta anos do começo da guerra, que se estendeu por 74 dias. A presidente ainda condenou a decisão do ditador da época, Leopoldo Galtirei, de tentar recuperar as ilhas através da luta, enviando para guerra recrutas sem o preparo necessário. No total, morreram na guerra 649 argentinos e mais de 200 foram enterrados nas Ilhas Malvinas, dos quais 123 não possuem nenhuma identificação.

Término

A guerra encerrou no dia 14 de junho, somente depois que a Argentina se rendeu, o que resultou também na queda do regime militar que foi o responsável pelo desaparecimento de mais de trinta mil opositores.

Cristina lembrou em seu discurso que desde o ano em que seu marido Nestor Kirchner foi eleito, o país tem reaberto processos contra vários militares, sob a acusação de violação dos direitos humanos no período ditatorial. O ponto central de sua fala foi a afirmação de que os erros cometidos pela nação no passado não são justificativa para que o Reino Unido ignore as resoluções apontadas pela ONU, sugerindo que os países negociem a soberania da Ilha de forma diplomática.

Na capital do país, manifestações populares bastante violentas marcaram o aniversário dos 30 anos da guerra. Pessoas com os rostos cobertos, carregando coquetéis molotov tentaram seguir marchando em direção à embaixada britânica, mas foram detidos pela polícia.