Publicado em: quinta-feira, 27/10/2011

Prêmio Sakharov reconhece trabalho de ativistas durante a Primavera Árabe

Cinco ativistas da Primavera Árabe, nome dado à onda de revoltas nos países do Oriente Médio e do Norte da África, receberam o prêmio Sakharov 2011, concedido pela União Européia, que estimula a liberdade de pensamento. Entres estes cinco premiados estão inclusos um tunisiano, que recebeu homenagem póstuma, uma egípcia, um dissidente líbio, uma advogada síria e um chargista sírio. Todos contribuíram significativamente com os levantes que derrubaram os governos de cada país.

No caso do tunisiano que foi homenageado postumamente, Mohammed Bouazizi, ele ateou fogo no seu próprio corpo em protesto contra a extorsão que vinha sofrendo das autoridades do seu país. Em conseqüência dos ferimentos, Bouazizi morreu duas semanas depois. O desespero do ativista serviu de estopim para a manifestação que resultou na queda do ditador Zine El Abidine Ben Ali. A egípcia Asmaa Mahfouz, por sua vez, ajudou a fundar o Movimento dos Jovens de 6 de Abril, que deu início aos protestos na Praça Tahrir do Cairo, e liderou as manifestações até a queda de Hosni Mubarak.

O dissidente líbio, Ahmed al-Zubair Ahmed al-Senussi, passou 31 anos da sua vida na cadeia durante o regime de Muamar Kadafi, ex-ditador morto na semana passada, e atualmente de 77 anos.

Os dois representantes da Síria, Razan Zeitouneh e Ali Farzat, foram laureados pelo trabalham que ainda prestam ao país, pois as manifestações continuam em tentativa de derrubar o governo de Bashar al-Assad. No caso de Farzat, o chargista, autoridades do país quebraram suas mãos como punição à publicação de charges.