Publicado em: quinta-feira, 15/09/2011

Premiê britânico e presidente francês participam de conferência em Trípoli com líder do CNT

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, realizaram a primeira viagem oficial à Líbia com o novo governo do estado respondendo pelo país, o Conselho Nacional de Transição (CNT). Ambos defenderam os rebeldes desde o início da rebelião para depor Muamar Kadafi, ex-ditador líbio, há sete meses. Agora, Sarkozy afirma que Kadafi continua sendo perigoso e que o CNT precisa “terminar o trabalho”. O ex-ditador está foragido desde o dia 23 de agosto, quando os rebeldes ocuparam Trípoli.

Os dois chefes de estado participaram de uma conferência ao lado do líder do CNT, Mustafa Abdel Jalil, nesta quinta-feira (15) na capital do país. Na ocasião, Sarkozy defendeu que “o senhor Kadafi deve ser preso e todos aqueles que são acusados (de crimes) sob jurisdição internacional devem ser responsabilizados pelo que fizeram”. Com isso, o presidente francês coloca a necessidade de prender todos aqueles dos altos comandos que participaram do regime de Kadafi.

Na sequência, Sarkozy pediu que todas as nações ajudem a encontrar Kadafi para que ele seja devolvido ao seu país e para que a justiça possa ser feita. Ao mesmo tempo, o premiê britânico ressaltou como o povo líbio deve mostrar o que realmente quer para que os países dispostos a ajudar possam interferir.

Para Cameron, agora pode acontecer a transição da primavera árabe para o verão árabe, “estação” que representaria a disseminação da democracia aos outros países vizinhos da Líbia. Cameron também anunciou o desbloqueio de mais de 600 milhões de libras para contribuir com a reconstrução da Líbia.