Publicado em: segunda-feira, 10/03/2014

Prefeitura do RJ vai precisar fazer as contas para assegurar cumprimento do acordo firmado com os garis

Prefeitura do RJ vai precisar fazer as contas para assegurar cumprimento do acordo firmado com os garisO movimento grevista dos garis do Rio de Janeiro e a prefeitura da capital entraram em acordo no final da noite do último sábado (8), após os trabalhadores aceitarem um aumento líquido de 37% na folha salarial. Com isso, encerra-se a paralisação que começou no início do carnaval, e deixou a cidade cartão-postal com um visual de aterro sanitário.

A decisão foi tomada com a intermediação do Tribunal Regional do Trabalho, que sediou a audiência de conciliação. Pressionada pelo movimento dos trabalhadores, imprensa e população, que reclamou muito das condições da cidade, a prefeitura foi quem teve de ceder.

Com o aumento, o piso salarial dos garis saltou dos atuais cerca de R$ 802 para R$ 1.100. Os garis ainda conquistaram um adicional de insalubridade de 40%, além de vale refeição diário de R$ 20. A proposta inicial da prefeitura, antes do início da revolta trabalhista, era de aumento de apenas 9% sobre o piso, além de vale refeição diário de R$ 16.

O prefeito Eduardo Paes comemorou o encerramento da paralisação, mas afirmou que este aumento concedido vai exigir um grande esforço orçamentário ao município. Em comunicado oficial, o gestor considerou a proposta generosa, e afirmou que estes trabalhadores merecem ser bem remunerados.

Sob proteção

A retomada dos trabalhos aconteceu durante o fim de semana, e os garis terão que se esforçar muito para recolher todo o lixo acumulado nas ruas nos últimos 10 dias, gerado por moradores e estabelecimentos comerciais, e potencializados pelos blocos de carnaval.

No início da retomada das atividades, ainda no auge das manifestações, caminhões da Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) receberam escolta policial para evitar atritos entre os que decidiram voltar ao trabalho e aqueles que haviam permanecido em greve. Durante a paralisação, garis que estavam trabalhando sofreram ameaças e tiveram o material de trabalho danificado.