Publicado em: quinta-feira, 07/07/2011

Prefeitura de Londrina deve recolher livro considerado racista

O Ministério Público deu o prazo de cinco dias para a Prefeitura de Londrina, Paraná, recolher das escolas da rede municipal os 13,5 mil livros da coleção ‘Vivendo a Cultura Afro-brasileira e indígena’, publicado pela editora Ética. Segundo a determinação do MP, o livro é considerado preconceituoso e inadequado. A medida foi tomada após uma denúncia feita pelo Fenel (Fórum das Entidades Negras de Londrina).

O promotor Paulo Tavares, da Promotoria de Defesa dos Direitos Constitucionais informou quem nota que irá enviar as informações para que a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público investigue a compra sem licitações. Segundo ele, houve desperdício de dinheiro público e má destinação dos recursos, o caso não deve passar despercebido. A prefeitura de Londrina gastou R$ 600 mil na compra dos exemplares, com o preço médio de R$ 44 por livro em um processo sem licitação.

A promotoria consultou vários especialistas para tomar a decisão, como representantes do Fórum de Entidades Negras de Londrina, o Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Estadual de Londrina, a Comissão Universidade para Índios, entre outras. A nota informa que os livros deveriam atender a legislação federal que pretendo combater os preconceitos raciais. “Todos os pareceres de especialistas corroboram que efetivamente o material é nocivo à formação das crianças de 6 a 10 anos, assim como de qualquer idade. A coleção desrespeita a história e a cultura negra e indígena”

Para as outras pessoas envolvidas no caso, o conteúdo da publicação diminuir a importância do indígena e do negro na sociedade brasileira. Para o promotor, o livro contém trechos que deixam os negros em situação de humilhação e submissão.