Publicado em: segunda-feira, 10/03/2014

Prefeito do Rio comenta sobre a greve dos garis e classifica como um “motim” feito por eles

Prefeito do Rio comenta sobre a greve dos garis e classifica como um “motim” feito por elesA greve dos garis continua no Rio de Janeiro, e parece que a negociação está cada vez mais difícil. Neste sábado, (8), o prefeito da cidade, Eduardo Paes comentou que, não há possibilidade de chegar ao valor que foi exigido pelo grupo, porque o valor que eles querem não está representado pelo sindicato das categorias. Quando questionado sobre se os garis teriam o pedido de aumento atendido, ele diz que a cidade não tem condições de fazer isso. De acordo com o gari que faz parte do grupo que está brigando pelo aumento, afirma que o valor pedido é de R1.200,00 mais 40% de insalubridade, diz que é justo pelo trabalho e o esforço que fazem, debaixo de chuva e sol.

Já o sindicato, se pronuncia no caso dizendo que já fechou acordo com a prefeitura, entretanto, os grevistas alegam que os sindicato não está os representando. Com a dimensão que a greve tomou e a ausência de um acordo, a Justiça do trabalho foi chamada, assim o Ministério Público ficará responsável por intermediar as negociações.

Reivindicações e melhorias no trabalho

A greve começou no dia 1º, em pleno carnaval, assim que teve início, o Sindicato dos Empregados de Empresas de Asseio e Conservação dos Municípios disse que não haveria greve, contudo, a prefeitura recorreu à Justiça do trabalho. Há muitas reivindicações listadas pelos garis, a principal delas é o reajuste salarial de 49%. Segundo Paes, o movimento não deve ser classificado como uma greve. Ele diz que não chamaria isso de greve e sim, de motim, mas Viana defende e diz que, só estão atrás dos próprios direitos, afirmando que a luta não é apenas por questões salariais e sim por melhores condições de trabalho.