Publicado em: sexta-feira, 23/01/2015

Preço de carne e energia sobe com inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acabou ganahndo força em dezembro do último ano, na transição para janeiro de 2015, impactado pelo aumento nos preços da energia elétrica e também da carne, especialmente a vermelha. O índice passou de 0,79% para 0,89%, conforme dados do IBGE, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse número representa a maior taxa mensal registrada desde fevereiro do ano de 2011, quando atingiu 0,97%.

Por conta disso, o IPCA 15 já está acumulado no período de 12 meses, com quase 6,70%, acima do que foi estabelecido como teto da meta de inflação determinada pelo governo, que era de 6,5%. Este resultado também superou a variação que havia sido registrada no ano passado, que ficou em 6,46%. O valor já havia aumentado mais de 0,60% em janeiro do ano passado. Conforme pesquisou o IBGE, a maioria dos grupos de despesa pesquisados indicou preços maiores estes dias com relação a dezembro do ano passado.Preço de carne e energia sobe com inflação

Em janeiro, o que mais pesou sobre o aumento do índice foi o setor de bebidas e alimentos, que registrou uma variação 1,45%. As carnes, batata inglesa e o feijão carioca registraram aumento de 3,24%, 32,86% e 24,25%, respectivamente. O custo da energia elétrica também interferiu no valor do IPCA 15. A energia subiu mais de 2,5% e somente com exceção as regiões metropolitanas de Fortaleza e Salvador, cuhas cotas contaram com queda referente ao imposto PIS/COFINS, todas as outras regiões registraram alta, especialmente em Porto Alegre, que chegou a quase 12%, considerando o reajuste de mais de 22% em uma concessionária de energia.

Considerando os gastos com habitação, que apresentaram alta de 1,23%, que inclui a energia elétrica, o aluguel residencial também sofreu avanços. Houve aumento no valor pago a mão de obra para pequenos reparos, nos condomínios, taxa de água e também esgoto. O índice também foi impactado pelo preço dos ônibus urbanos, que tiveram alta de quase 3%, e também as tarifas dos intermunicipais. Considerando uma análise por região, a principal variação foi em Rio de Janeiro, considerando a pressão dos alimentos e também das tarifas de ônibus urbano. A menor variação foi registrada em Salvador, local em que os combustíveis tiveram queda e energia elétrica também acabou ficando mais barata.