Publicado em: terça-feira, 18/03/2014

PR: Dívida com fornecedores é a dor de cabeça do novo secretário da Fazenda

PR: Dívida com fornecedores é a dor de cabeça do novo secretário da FazendaA crítica situação financeira que vive o Estado do Paraná deve ser superada nos próximos meses. É o que garante o secretário estadual da Fazenda, Luiz Eduardo Sebastiani, empossado há poucos dias no cargo. Segundo ele, até o final desta semana serão quitadas 85% das dívidas com credores entre os mais de seis mil fornecedores do estado, entre serviços e produtos. Segundo ele, a ação terá impacto positivo na economia local.

Estimativas apontam que a dívida do Governo do Paraná com credores já chegou à casa de R$ 1 bilhão. Porém, segundo o secretário Sebastiani, parte desses débitos foram quitados, restando uma dívida que gira em torno de R$ 700 milhões. A quitação dessas dívidas vai aliviar a situação perante empresas importantes para o funcionamento do estado como oficinas mecânicas, postos de combustíveis e construtoras. Este último caso, por exemplo, vai ajudar para que diversas obras que agora estão travadas sejam retomadas.

Sebastiani seguiu o discurso do governador Beto Richa, e atribuiu a responsabilidade pelos débitos paranaenses ao governo federal. Isso porque houve contenção milionária de repasses federais, como os oriundos do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste), que compensa as perdas dos estados após incentivos fiscais concedidos pelo Planalto, como a redução do Imposto sobre produtos Industrializados (IPI) da linha branca, por exemplo.

Toma lá, dá ca

O secretário afirmou que, por conta da defasagem nos repasses federais ao Paraná em relação aos outros estados, o governo precisou investir dinheiro oriundo da arrecadação, que tinha outra destinação. Com isso, formou-se uma bola de neve.

Como resposta, o governo federal tem alegado que o desrespeito a itens importantes da Lei de Responsabilidade Fiscal impediu o repasse de verbas. O Paraná, por conta do bloqueio, entrou com ação na Justiça, e teve liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso aos recursos.