Publicado em: quinta-feira, 15/03/2012

PR anuncia que será oposição ao governo

A partir de hoje o Partido Republicano (PR) não é mais “independente” no Senado. Ontem os senadores anunciaram que vão fazer oposição ao governo de Dilma Rousseff. A primeira decisão do PR veio depois de situações que causaram insatisfação como a demissão de Alfredo Nascimento, ex-ministro dos Transportes, no ano passado. Quando Nascimento deixou o posto, o partido anunciou que seria independente, mas agora resolveu mudar de “lado” e enfrentar o PT.

Segundo o senador Blairo Maggi (MT), agora somente o Senado fará oposição. No entanto, a expectativa é que os deputados também passem a acompanhar o DEM e o PSDB nas decisões. O senador disse que está cansado das atitudes do governo de empurrar os partidos aliados com a barriga e por isso o PR decidiu sair do governo. Sobre a Câmara, Maggi disse que se os deputados quiserem continuar eles podem, mas acredita que vão mudar de opinião em seguida.

Confusão começou com a saída do ministro dos Transportes

O auge do problema entre o partido e o Executivo, segundo Maggi, foi a lentidão da presidente em colocar um novo ministro do PR na pasta dos Transportes depois que Nascimento foi demitido. Segundo o senador, a presidente nomeou alguém para assumir temporariamente e deixou que Ideli Salvatti, ministra das Relações Institucionais, escolhesse outro ministro. A situação piorou ontem, quando Maggi se reuniu com Dilma mais uma vez depois de muitas reuniões. Informações do Executivo confirmam que Maggi foi chamado para assumir o posto, mas recusou o cargo.

Governo é derrotado e Dilma faz troca de líderes

Mesmo com a troca de líderes da base aliada, o PR continuou insatisfeito. Dilma alterou os líderes do governo na Câmara e no Senado depois de uma semana da derrota do Executivo na votação do nome de Bernardo Figueiredo para presidir a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No Senado Romero Jucá (PMDB-RR) foi substituído por Eduardo Braga (PMDB-AM) e na Câmara Arlindo Chinaglia (PT-SP) ocupou o posto que era de Cândido Vaccarezza (PT-SP). Mas mesmo com essa mudança, o no novo líder não pode conter as insatisfações do Partido Republicano.