Publicado em: segunda-feira, 09/04/2012

Poucos médicos se interessam por áreas carentes

Prefeituras de cidades do interior possuem dificuldades para contratarem médicos. O mesmo ocorre nas periferias das grandes cidades. Dados do Ministério da saúde mostram que 1.228 cidades brasileiras pediram auxílio à pasta para atrair médicos recém-formados. No total de 7.193 vagas disponíveis na área médica, apenas 1.460 jovens médicos tiveram interesse. Isso equivale a apenas 20% da demanda. Esses dados são do Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab). Esse projeto foi criado justamente com a intenção de levar médicos para áreas carentes do interior dos estados ou até mesmo nas regiões metropolitanas dos grandes centros urbanos.

Uma estatística apresentada pelo ministério mostra que 233 cidades não tiveram interesse de nenhum médico. Dos 1.640 médicos selecionados no início do ano para começarem os trabalhos, apenas 460 já tinham começado a trabalhar na semana passada. Outros 140 estavam, no momento da pesquisa, passando pelo processo de contratação. Com esses novos dados, a distribuição de médicos é uma das prioridades do governo.

Dilma Rousseff já determinou uma parceria entre os ministérios para aumentar o número de médicos no país, principalmente para melhorar a distribuição dos formados nas regiões que necessitam de profissionais da saúde. Entre as medidas está a ampliação das escolas de medicina e também a facilidade para validar os diplomas dos formados em outros países. Pretende-se criar ainda mais 4 mil vagas de residência médica em todo o país para qualificar a formação profissional.

Outro problema, segundo o governo, é a rotatividade nas cidades. Pelo menos em 1.190 cidades, 75% das equipes substituíram os médicos uma vez no ano. Segundo o governo, esse é um número excessivo. Há cidades que não possuem médico da Família e outras que ficaram sem nenhum profissional. Durante o ano passado apenas 2% dos municípios tinham uma média de 2,5 médicos por mil habitantes. Esse é o percentual que o governo quer alcançar com as novas medidas para a saúde.