Publicado em: quinta-feira, 20/02/2014

Por U$16 bilhões, Facebook compra WhatsApp

Por U$16 bilhões, Facebook compra WhatsAppNa tarde desta quarta-feira, 19 de fevereiro, o Facebook anunciou a compra do WhatsApp, serviço de mensagens instantâneas mais popular do mundo. Ao todo, os desenvolvedores do WhatsApp receberão U$16 bilhões (U$4 bilhões em dinheiro, U$12 bilhões em ações). Além destes valores, é provável que a empresa de Mark Zuckerberg também distribua outros U$3 bilhões em ações para funcionários do WhatsApp, como doação.

Recorde

A compra do WhatsApp pelo Facebook foi a maior aquisição, em termos financeiros, já realizada por Mark Zuckerberg. O recorde, inclusive, supera em muito o anterior: em abril de 2012, o Facebook adquiriu o Instagram por U$1 bilhão. Evan Spiegel, diretor executivo do Snapchat, afirmou ter recusado em 2013 uma oferta de U$3 bilhões pelo aplicativo.

No começo do ano passado, começaram a surgir rumores de que o Google e o Facebook tinham interesse na aquisição do WhatsApp, Contudo, na época, especulava-se que as gigantes da internet estariam dispostas a gastar até U$1 bilhão com o aplicativo. Entretanto, no ano passado, o WhatsApp passou por uma grande valorização, assim como outros serviços similares, como Kakao Talk, WeChat, Line e Viber. O último, inclusive, embora seja muito menos popular do que o WhatsApp, foi adquirido pela Rakuten nesta semana, por U$900 milhões.

Crescimento

A valorização extrema do WhatsApp tem relação direta com o aumento no número de usuários. Em 2013, o aplicativo ganhou quase um milhão de usuários por dia, número jamais presenciado em outros serviços, incluindo redes sociais. Seu fundador, Jan Koum, será nomeado executivo do Facebook.

De acordo com comunicado enviado à imprensa, o Facebook afirmou que a aquisição do WhatsApp possibilitará uma entrega de serviços de maneira mais acessível e eficiente. Em seu perfil no Facebook, Zuckerberg afirmou que os funcionários do WhatsApp continuarão trabalhando normalmente em Mountain View, onde está localizada a sede da empresa. Apesar da aquisição, o objetivo do Facebook é que o WhatsApp continue a operar de forma independente.

Serviços diferentes

Zuckerberg afirmou, também, que a compra do WhatsApp não terá qualquer influência sobre o Facebook Messenger, serviço oficial de mensagens do Facebook. De acordo com Zuckerberg, os dois serviços são completamente diferentes, atendendo a propósitos distintos: no Messenger, os usuários conversam com seus amigos da rede social, enquanto o WhatsApp é mais voltado para pequenos grupos específicos de pessoas, estejam elas no Facebook ou não. Por fim, Zuckerberg afirmou que os dois serviços continuarão a receber investimentos.

Preocupação

Embora seja adorado por seus usuários, o WhatsApp tem causado problemas para as operadoras. Em 2013, pela primeira vez na história, as operadoras de telefonia móvel do Brasil apresentaram queda nos lucros com os SMS. Esta redução nas receitas provenientes de mensagens de textos é uma tendência global. Estima-se que, no mundo, o faturamento com SMS tenha diminuído em 4%.

Por isso, algumas operadoras já têm pensado em aplicativos semelhantes ao WhatsApp, ou até mesmo em parcerias com o aplicativo de mensagens instantâneas. Na Inglaterra e em outros países, as operadoras já estão repensando completamente o sistema de mensagens de texto por celular.